A Sé Patriarcal de Lisboa acolheu, na quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, a celebração da Solenidade de São Vicente, padroeiro principal do Patriarcado, assinalando também o Dia do Diaconado Permanente. Na homilia, o Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, apresentou São Vicente como “uma presença viva, um critério, um apelo” e não como “um vestígio arqueológico da fé”, desafiando a Igreja a procurar o rosto de Cristo nas periferias humanas.
O Patriarca destacou que, em Cristo, a pertença se define pela comunhão no amor e sublinhou que São Vicente é “um espelho” para os diáconos permanentes, chamando-o “um Cireneu da proximidade”: “quando outros se afastavam perante o sofrimento, ele permanecia. Quando o medo fechava portas, ele abria caminhos”. A partir do Evangelho do grão de trigo, recordou ainda que “ser diácono não é apenas cumprir uma função” e que “quando todos se retiram, o servidor permanece”.
No final da Missa, transmitida em direto pela Rádio Amparo, os diáconos permanentes homenagearam o Diácono Armando Dilão, “em sinal de reconhecimento”. O delegado do diaconado permanente, Diácono Duarte João, agradeceu “a gratidão de todos os diáconos permanentes” pela forma “dedicada e generosa” como tem servido a Igreja de Lisboa, lembrando “os 23 longos anos” em que foi coordenador do diaconado permanente e a colaboração na formação dos candidatos. Em nome de todos, foi oferecida ao homenageado “uma edição de riquíssima beleza do Novo Testamento”, “símbolo da beleza da Palavra de Deus” que os diáconos anunciam “com a boca e (…) com a vida”, salientou o Diácono Duarte João.