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Amigo de juventude de Leão XIV diz que o Papa foi escolhido para “criar comunhão e unidade” (com áudio)
Em declarações exclusivas à Rádio Amparo, o Padre Giuseppe Pagano, religioso agostiniano, faz um balanço positivo do primeiro ano de pontificado e destaca a prudência, a proximidade e a atenção do Papa ao sofrimento provocado pelas guerras.
Por Nuno Rosário Fernandes
Publicado em 07/05/2026 16:12 • Atualizado 08/05/2026 09:49
Vaticano
Papa Leão XIV (Roberto F. Prevost) com Padre Giuseppe Pagano (Foto: https://www.basilicasantospirito.it)

Um ano depois da eleição de Robert Francis Prevost como Papa Leão XIV, o Padre Giuseppe Pagano, da mesma ordem religiosa do Pontífice e seu amigo desde a juventude, considera que este primeiro ano de pontificado teve um balanço “bom”.

 

Na entrevista à Rádio Amparo, o sacerdote sublinha que o Papa iniciou o ministério petrino “com muita prudência” e com “respeito pelo predecessor”, valorizando a forma como assumiu iniciativas já preparadas e como, progressivamente, começou a imprimir a sua própria marca.

 

“Admirei muito o facto de ele ter realizado tudo o que tinha sido preparado”, afirmou o Padre Giuseppe Pagano, reconhecendo que o início do pontificado foi marcado por “um bombardeamento de iniciativas”. Segundo o religioso, a partir de 6 de janeiro tornou-se mais visível a personalidade própria de Leão XIV. “Eu disse-lhe: ‘Agora começas a fazer de Papa’”, contou, esclarecendo que esta afirmação não significa qualquer distância em relação ao Papa Francisco, mas antes a perceção de “uma grande continuidade” e de “uma grande estima” pelo predecessor e pelos Papas anteriores.

 

O agostiniano destaca também a forma como Leão XIV tem enfrentado o contexto internacional marcado por conflitos. Para o Padre Pagano, o Papa teve de assumir “uma voz muito forte” perante “quem causa a guerra”, procurando favorecer a paz e proteger as vítimas.

 

“Muitas vezes falou das pessoas que não têm o que comer, das crianças que morrem”, recordou, acrescentando que esta realidade “o faz sofrer muito”. Ainda assim, considera que o balanço do primeiro ano é positivo, porque “as pessoas já o sentem muito próximo”.

 

Questionado sobre a personalidade de Robert Prevost, o Padre Giuseppe Pagano descreve o Papa como “uma pessoa muito mansa, de diálogo, de grande respeito”. O religioso sublinha ainda a capacidade de Leão XIV para criar proximidade nas relações pessoais.

 

“Com ele está-se bem. Deixa sempre as pessoas à vontade, tanto quando se fala de coisas sérias e importantes, como quando se pode brincar, gracejar e beber qualquer coisa juntos com muita naturalidade”, afirmou.

 

O sacerdote considera que uma das grandes prioridades do pontificado será a unidade dentro da Igreja. Na sua leitura, a escolha de Prevost revelou a procura de uma figura capaz de “fazer comunhão” num tempo em que “algo se estava a desagregar” no interior da comunidade eclesial.

 

O Padre Pagano recordou, a este propósito, as palavras do cardeal Müller no dia seguinte à eleição de Leão XIV, interpretando-as como sinal de que os cardeais viram em Prevost alguém capaz de unir sensibilidades diferentes. “Termos como tradicionalistas e progressistas são expressões que o Papa Leão não aceita de todo”, afirmou.

 

Para o religioso agostiniano, o primeiro ano de pontificado confirma, assim, um Papa prudente, próximo, atento ao sofrimento do mundo e empenhado em construir comunhão. Uma figura que, segundo o seu amigo de longa data, foi escolhida precisamente por ser capaz de “criar unidade entre todos”.

 

Estas declarações integram o 'Especial Informação' que a Rádio Amparo preparou para assinalar esta efeméride, a transmitir esta sexta-feira, 8 de maio, durante o dia. 


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