No dia 19 de setembro de 2026, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, Catedral de Faro, D. Vitorino Soares apresentou-se na Capela do Santíssimo Sacramento daquela catedral, na companhia do bispo emérito e Administrador Apostólico da diocese do Algarve, D. Manuel Quintas, do Núncio Apostólico, D. Andrés Carrascosa Coso, e de D. Francisco Senra Coelho, Arcebispo Metropolitano de Évora, ao Colégio dos Consultores, para fazer a sua profissão de fé e juramento de fidelidade enquanto novo bispo de Faro, na diocese do Algarve.
D. Vitorino foi, até agora, bispo auxiliar do Porto, e preside à Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios da Conferência Episcopal Portuguesa. Nascido em Penafiel, a 19 de outubro de 1960, fez a sua formação nos Seminários Menor e Maior da Diocese do Porto e frequentou os cursos de Filosofia e de Teologia na Universidade Católica Portuguesa. Foi ordenado sacerdote no dia 14 de julho de 1985. Durante o seu percurso, foi formador, Prefeito no Seminário Maior, Capelão Militar, diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral da Juventude (1989-1999), e foi pároco. Foi nomeado Bispo Titular de Gisipa e Auxiliar da Diocese do Porto a 17 de julho de 2019, tendo recebido a ordenação episcopal a 29 de setembro do mesmo ano.
A 14 de julho de 2026, foi nomeado pelo Papa Leão XIV para suceder a D. Manuel Quintas como bispo da Diocese do Algarve. Presentes na cerimónia de acolhimento a D. Vitorino Soares, no passado dia 19, estiveram também D. Virgílio Antunes, na qualidade de Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, o Cardeal D. Américo Aguiar, D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa, D. José Cordeiro, Arcebispo de Braga, representantes da Diocese de Faro e do Colégio de Consultores, tendo a Eucaristia sido concelebrada pela grande maioria dos bispos portugueses e por presbíteros das dioceses do Algarve e do Porto.
Desafios do novo governo pastoral
D. Vitorino tem como lema: “Se o senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem”, retirado do Salmo 126. Na homilia aos fiéis presentes na sua cerimónia de entrada, o novo bispo prometeu serviço e proximidade, e manifestou o desejo de promover uma Igreja acolhedora, unida, missionária e atenta aos mais frágeis.
O Algarve é um território com profundas raízes cristãs, provavelmente as mais antigas do nosso território. Os primeiros registos de comunidades cristãs remontam aos anos 300 depois de Cristo, provavelmente chegadas a partir do norte de África. O novo bispo pretende dar continuidade a esta história de fé construída ao longo dos séculos num território extenso, composto de populações dispersas e isoladas.
Mas, sendo o Algarve também um ponto de chegadas e partidas, um território multicultural e turístico, D. Vitorino preconiza um ministério composto de desafios, para os quais olha como uma oportunidade para a evangelização e um convite à união dos fiéis em torno da oração, da caridade, do serviço e do testemunho quotidiano.
No final da cerimónia, aos jornalistas, D. Vitorino sublinhou a necessidade de a Igreja ser um exemplo na responsabilidade de acolher, e anunciou que, enquanto pastor, pretende uma Igreja atenta às pessoas e que lute contra todas as formas de exploração. O novo bispo comentou ainda a falta de esperança e o isolamento de certas franjas da população, e, como antídoto, propõe um ministério de proximidade, que seja farol de esperança, e que afaste as pessoas da solidão.
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