Eugénio da Fonseca, antigo presidente da Cáritas Portuguesa e da Cáritas Diocesana de Setúbal, morreu hoje, quarta-feira, dia 12 de Agosto, aos 69 anos, deixando um percurso de mais de quatro décadas marcado pelo serviço aos mais pobres, pelo voluntariado e pela defesa da dignidade humana. A notícia foi dada pelo bispo de Setúbal, cardeal D. Américo Aguiar.
O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, reagiu com “profunda tristeza” ao falecimento, recordando Eugénio da Fonseca como uma “figura incontornável da ação social da Igreja em Portugal” e testemunha de uma caridade feita de “proximidade, compromisso e defesa da dignidade de cada pessoa”.
“Não se limitou a falar dos pobres: procurou conhecê-los, escutá-los e fazer com que a sua voz fosse ouvida”, destaca D. Rui Valério, que sublinha a sua defesa da justiça social e a convicção de que o serviço aos mais frágeis pertence ao “próprio coração da fé cristã”.
O Patriarca manifesta a sua proximidade à família, amigos, à Cáritas e à Confederação Portuguesa do Voluntariado, confiando Eugénio da Fonseca à misericórdia de Deus e à esperança cristã na vida eterna.
O cardeal D. Américo Aguiar, que comunicou a morte, manifestou a sua “profunda consternação” pela perda daquele que presidiu à Cáritas Diocesana de Setúbal entre 1987 e 2016 e à Cáritas Portuguesa entre 1999 e 2020.
A Cáritas Portuguesa destacou o “legado de dedicação ao serviço da Igreja através dos mais vulneráveis”, considerando que o contributo de Eugénio da Fonseca para o fortalecimento da rede Cáritas deixa uma “marca indelével” em beneficiários, voluntários e colaboradores.
Também a Confederação Portuguesa de Voluntariado, de que era presidente, o recorda como uma “referência maior no voluntariado em Portugal”, destacando o seu compromisso com “uma sociedade mais humana e participativa” e com a defesa de quem mais precisa.
Natural de Setúbal, Eugénio da Fonseca era licenciado em Ciências Religiosas pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e recebeu, entre outras distinções, o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito, em 2007.
O Presidente da República, António José Seguro, manifestou “profundo pesar” pela sua morte, recordando o percurso de Eugénio da Fonseca na Cáritas e na Fundação D. Manuel Martins.
O chefe de Estado destacou a sua atenção às pessoas em situação de maior fragilidade, o combate à pobreza e a defesa da dignidade humana, afirmando que, ao longo de mais de quatro décadas, contribuiu para transformar a solidariedade em ações concretas.
Para António José Seguro, Eugénio da Fonseca deixa um “exemplo de cidadania” exercida como responsabilidade perante os outros, com humanidade e sentido do bem comum.