O Casa Pia Atlético Clube estreou-se esta quinta-feira no EuroHockey Trophy II Men, em Roma, com uma derrota por 4-1 frente ao Tevere, clube italiano que acolhe a competição europeia de hóquei em campo.
A equipa portuguesa entrou em campo diante da formação da casa num jogo exigente, marcado pela maior eficácia do Tevere nos momentos decisivos. No primeiro tempo da primeira parte, os italianos colocaram-se em vantagem, mas o Casa Pia reagiu no segundo tempo e conseguiu chegar ao empate. Pouco depois, no entanto, o Tevere voltou a marcar e retomou a liderança no encontro.
Na segunda parte, a equipa romana ampliou a vantagem com mais dois golos, fixando o resultado final em 4-1. A diferença acabou por se fazer sobretudo nos cantos curtos ofensivos, momento em que o Tevere foi mais eficaz. O Casa Pia também dispôs de oportunidades nesse tipo de lance, mas não conseguiu concretizar.
No final da partida, Marcos Ferreira reconheceu que a estreia não foi fácil. “Sofremos de quatro erros que cometemos e foram os quatro golos”, afirmou, sublinhando que a equipa teve ainda limitações na rotação, sobretudo na zona do meio-campo.
O responsável destacou também a exigência do contexto competitivo europeu. “Estamos num panorama completamente diferente do panorama nacional, a nível competitivo, de estrutura, a todos os níveis”, referiu, explicando que a realidade do hóquei em campo em países como Itália, Croácia ou Dinamarca é bastante diferente da portuguesa.
Marcos Ferreira lembrou que, só na região de Roma, existem “quatro ou cinco” clubes, praticamente o mesmo número que existe em Portugal, enquanto Itália conta com mais de 50 clubes e muitos atletas. Esta diferença, acrescentou, provoca um impacto particularmente forte nos jogadores mais jovens que disputam pela primeira vez uma prova internacional deste nível.
Outro dos fatores apontados foi a adaptação ao campo. O Casa Pia joga habitualmente no Jamor, num relvado que Marcos Ferreira considera estar em condições degradadas. Em Roma, a equipa encontrou um campo à base de água, onde a velocidade da bola é muito superior. “Quando chegamos aqui a um campo à base de água, a velocidade da bola é bastante grande e isso dita muitas situações ao longo do encontro”, explicou.
Apesar da derrota, o Casa Pia mantém a ambição de reagir na competição. A equipa terá agora um dia de descanso antes de defrontar o Zelina, da Croácia. Marcos Ferreira considera que essa pausa poderá ser importante para recuperar fisicamente, rever erros e preparar melhor o próximo encontro.
“Nada está perdido”, afirmou. “Vamos descansar, rever algumas situações e verificar os erros que cometemos para não voltarem a ser cometidos.”
Com a presença na final mais difícil, o Casa Pia aponta agora à luta pelo terceiro e quarto lugar. “A perspetiva é boa”, disse Marcos Ferreira, reconhecendo que o Zelina é uma equipa combativa, mas deixando claro que os casapianos querem continuar a crescer nesta experiência europeia.
O EuroHockey Trophy II Men decorre em Roma até ao próximo domingo.
Nosso site usa cookies e outras tecnologias para que nós e nossos parceiros possamos lembrar de você e entender como você usa o site. Ao continuar a navegação neste site será considerado como consentimento implícito à nossa política de privacidade.