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D. Virgílio Antunes eleito presidente da Conferência Episcopal Portuguesa para 2026-2029
Bispo de Coimbra assume liderança com foco na evangelização, coesão e resposta aos desafios do tempo presente
Por João Naia
Publicado em 14/04/2026 16:06
Igreja em Portugal
Foto - CEP

A Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), reunida em Fátima, elegeu esta manhã a nova Presidência e os órgãos centrais para o triénio 2026-2029. O bispo de Coimbra, D. Virgílio do Nascimento Antunes, foi eleito presidente, sucedendo no cargo ao bispo de Leiria-Fátima, D. José Ornelas, após votação realizada entre os bispos portugueses.

Como Vice-Presidente foi eleito D. José Manuel Garcia Cordeiro. A Assembleia designou ainda como vogais do Conselho Permanente D. António Augusto de Oliveira Azevedo, D. António Manuel Moiteiro Ramos, D. Armando Esteves Domingues e D. José Augusto Traquina Maria. O Conselho integra igualmente D. Rui Manuel Sousa Valério, por inerência do cargo de Patriarca de Lisboa. Os restantes responsáveis – secretário da CEP, presidentes das comissões episcopais e delegados – serão anunciados posteriormente.

Percurso eclesial marcado pelo serviço pastoral e académico

Nascido a 22 de Setembro de 1961, em São Mamede, concelho da Batalha, D. Virgílio do Nascimento Antunes foi ordenado sacerdote a 29 de Setembro de 1985. Ao longo do seu ministério destacou-se como formador e reitor do Seminário Diocesano de Leiria, docente na área bíblica e reitor do Santuário de Fátima entre 2008 e 2011.

Nomeado bispo de Coimbra pelo Papa Bento XVI a 28 de Abril de 2011, recebeu a ordenação episcopal a 3 de Julho do mesmo ano, entrando solenemente na diocese uma semana depois. No âmbito da CEP, presidiu à Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios entre 2011 e 2017, foi vogal do Conselho Permanente (2014–2020) e desempenhava funções de vice-presidente desde 2020. Representou ainda a Igreja em Portugal como delegado à XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos.

“Um espírito de continuidade e de serviço”

Nas primeiras declarações após a eleição, D. Virgílio Antunes sublinhou que assume a nova missão “no mesmo espírito de serviço à Igreja” que tem marcado o seu percurso. O novo presidente destacou a importância de dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos anos, nomeadamente na promoção da harmonia entre os bispos e na resposta a dossiês centrais da vida eclesial e social.

Entre as prioridades referiu a evangelização, a coesão interna da Igreja, a liturgia e o compromisso firme no combate aos abusos sexuais e na proteção de menores, bem como a atenção às “questões fraturantes da sociedade portuguesa”, como os conflitos armados, as crises sociais e os desafios éticos contemporâneos.

“Na Igreja não há dossiês fechados”, afirmou, defendendo antes o aprofundamento contínuo dos caminhos já iniciados. D. Virgílio Antunes realçou também a necessidade de uma Igreja atenta à realidade do mundo e inspirada pelo Evangelho, evocando o testemunho do Papa Leão XIV como estímulo a uma presença clara e dialogante no espaço público.

Dirigindo-se aos católicos e à sociedade em geral, garantiu que a Conferência Episcopal Portuguesa continuará “aberta à colaboração de todos”, disponível para escutar diferentes perspetivas e empenhada numa comunicação transparente, confiante e ativa, ao serviço da Igreja e da sociedade portuguesa no tempo presente.

 

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